Rico-homem

Fonte: SAPO Saber, a enciclopédia portuguesa livre.

O grau de Rico-Homem era o título mais elevado da nobreza no estrato social dos primeiros séculos da monarquia. Embora, na maioria dos casos, o rico-homem fosse um nobre de linhagem, esta característica não era essencial da classe. À própria expressão rico-homem se associou nos primórdios da monarquia, a ideia de autoridade proveniente do exercício de determinado cargo público do que a de fidalguia. Rico derivaria da palavra germânica reik, que significava poder, à qual se haveria juntado o vocábulo homem: homem poderoso.

No plano governativo pertencia-lhes lugar de destaque na Cúria ordinária, mais tarde conselho do Rei. Do ponto de vista administrativo, tinham a seu cargo as «terras» (ver feudalismo), designação dada às circunscrições em que então se dividia o reino para efeitos de administração. O principal encargo que lhe adivinha da função de total administrador das «terras» consistia na obrigação de se apresentar ao rei, em campanha, com determinado número de lanças. Dos cargos públicos que exercia, recebia remuneração da coroa. Nos seus próprios domínios, o rico-homem exercia jurisdição completa e gozava de total imunidade perante o fisco. Tinha o direito ao título de Dom (dominus) e gozava de inúmeros privilégios comuns, de um modo geral, a toda a nobreza.

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