Matriz de Jogos Estratégicos

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A Matriz de Jogos Estratégicos (MJE) é um modelo conceitual proposto inicialmente em 2004 por Eliezer Arantes da Costa e Celso Pascoli Bottura, aluno e professor, respectivamente, da Universidade Estadual de Campinas. Ela está baseada nos conceitos da Teoria dos Jogos, para representar os vários tipos de jogos possíveis entre dois jogadores em situação potencial de conflito de interesses. Posteriormente, o conceito da MJE foi ampliado e aplicado a várias situações reais do mundo dos negócios, com a cooperação de Adalberto Américo Fischmann, professor da FEA-USP, João Maurício Gama Boaventura e Roberto Colombo, professores da UNIP, entre outros.

Índice

[editar] A origem da MJE

A idéia que deu origem à MJE foi a busca da integração, num esquema estruturado, dos vários tipos de jogos clássicos já tratados e resolvidos na literatura, até então tratados isoladamente, tais como Nash, Pareto, Stackelberg e outros.

[editar] As dimensões da MJE

A MJE tem duas dimensões: Na dimensão horizontal representam-se as "Posturas Concorrenciais" que um jogador pode assumir numa dada situação. Essas posturas são classificadas em "Rival", "Individualista" e "Associativa", devidamente descritas e caracterizadas na Figura 1. Na dimensão vertical, representam-se os possíveis “Pressupostos de Relação-de-Forças” que podem ser adotados por um jogador numa particular situação de conflito de interesses. Esses pressupostos são classificados em "Fraco", "Equilibrado" e "Hegemônico", devidamente descritos e caracterizados na Figura 2.

[editar] A construção da MJE

Com as duas dimensões acima descritas, constrói-se uma matriz 3 x 3, com nove células, denominadas, respectivamente: Dominante, Líder, Paternalista, Retaliatório, Competitivo, Cooperativo, Marginal, Seguidor, e Solidário, conforme mostrado na Figura 3. Essas nove células representam as várias posturas estratégicas que um jogador pode assumir em uma situação genérica de conflito de interesses.

[editar] Os jogos estratégicos mapeados pela MJE

Seis tipos de jogos estratégicos são mapeados na MJE, sendo três tipos de jogos equilibrados e três tipos de jogos com desbalanceamento de forças entre os jogadores.

Os três tipos de jogos com relação de forças equilibrada, presentes na MJE, ilustrados na Figura 4, são os seguintes:

. Jogos Competitivos, ou Jogos de Nash, indicados pela célula central da matriz;

. Jogos Cooperativos, ou Jogos de Pareto, indicados pela célula central-direita da matriz;

. Jogos Retaliatórios, ou Jogos Minimax, indicados pela célula central-esquerda da matriz.

Os três tipos de jogos com relação de forças desequilibrada, presentes na MJE, também ilustrados na Figura 4, são os seguintes:

. Jogos Líder-Seguidor, ou Jogos de Stackelberg, indicados pelas células central-superior e central-inferior da matriz;

. Jogos Dominante-Marginal, indicados pelas células esquerda-superior e esquerda-inferior da matriz;

. Jogos Paternalista-Solidário, indicados pelas células direita-superior e direita-inferior da matriz.

Características, aplicações analíticas e prescritivas para estratégias competitivas, cooperativas e outras, em complexos sistemas empresariais, com a indicação de cada um dos seis jogos acima descritos, encontram-se descritas na literatura citada nas referências.

[editar] A MJE como instrumento de análise de situações de conflito de interesses

A MJE tem sido utilizada para se “analisar” as mais variadas situações de conflito de interesses entre jogadores no mundo dos negócios, envolvendo, por exemplo, casos de negociações, parcerias, oligopólios, cartéis, competição, cooperação, livre mercado, entre outras.

[editar] A MJE como instrumento prescritivo, para recomendar o jogo a jogar

Por outro lado, a matriz tem sido aplicada para se “prescrever” e recomendar, a executivos e tomadores de decisão, qual o melhor jogo a jogar em cada diferente situação onde dois ou mais jogadores buscam uma “solução de equilíbrio” para solução de seus conflitos.

Imagem:MJE_-_Figura_1C.jpg
Imagem:MJE_-_Figura_1D.jpg


[editar] Referências

  • Costa, E. A. & Bottura, C. P. 2004. Proposta de matriz de posicionamento estratégico via teoria dos jogos para gestão empresarial em ambientes cooperativos e competitivos. Proceedings of the XXXVI Simpósio Brasileiro de Pesquisa Operacional, Brazil
  • Costa, E. A., & Bottura, C. P. 2006. "A Matriz de Jogos Estratégicos (MJE) como uma nova ferramenta para gestão estratégica via teoria dos jogos". 'Sistemas & Gestão, v.1, n.1: 17-41. Disponível em [1].
  • Costa, E. A., Bottura, C. P., Boaventura, J. M. G., & Fischmann, A. A. 2006a. The game to play: Expanding the co-opetition proposal. Proceedings of the 2006 Academy of Management Annual Meeting: 257-358. Atlanta, EUA.
  • Costa, E. A., Bottura, C. P., Boaventura, J. M. G., & Fischmann, A. A. 2006b. Choosing the game to play using the Strategic Games Matrix – An illustrative business application. Proceeding of the 26th Annual International Conference – Strategic Management Society: M-45, Vienna, Austria.
  • Costa, E. A. 2007. Gestão Estratégica: da empresa que temos para a empresa que queremos. São Paulo, Brasil: Editora Saraiva, 303-320. ISBN: 978850206188.
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