Dióxido de carbono

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Dióxido de carbono
Fórmula estrutural e modelo espacial
Fórmula estrutural do dióxido de carbono
Modelo espacial do dióxido de carbono
Nome IUPAC Dióxido de carbono
Nomes comuns Anidrido carbónico
Gás carbónico
Gelo seco (quando no estado sólido)
Fórmula química CO2
Aparência gás incolor
Número CAS 124-38-9
Físicas
Massa molecular 44,0 um
Ponto de fusão 216 K (-57 °C) (pressurizado)
Ponto de ebulição sublima a 195 K (-78 °C)
Densidade 1,6 ×103 kg/m3 (sólido)
1,98 kg/m3 (gás a 298 K)
Solubilidade 0,145 g/100ml de água
Termoquímica
ΔfH0gas -393,52 kJ/mol
ΔfH0sólido  ? kJ/mol
S0gás 213,79 J·mol-1·K-1
S0sólido  ? J·mol-1·K-1
Segurança
Frases de Risco e Segurança R: -
S:9, 23
Ingestão Pode causar náuseas, vómitos, hemorragia gastro-intestinal.
Inalação Asfixia (sufocamento), causa hiperventilação.
Pele Gelo seco pode ocasionar úlceras.
Olhos Pode levar à cegueira.
Mais informações Hazardous Chemical Database
As Unidades do SI serão usadas sempre possível. Salvo quando especificado o contrário, são consideradas condições normais de temperatura e pressão.

O dióxido de carbono, ou anidrido carbónico, ou gás carbónico é um composto químico constituído por dois átomos de oxigénio e um átomo de carbono. A representação química é CO2. O dióxido de carbono foi descoberto pelo escocês Joseph Black em 1754.

Estruturalmente o dióxido de carbono é constituído por moléculas de geometria linear e de carácter apolar. Por isso, as atracções intermoleculares são muito fracas, tornando-o, nas condições ambientais, um gás. Daí o seu nome comercial gás carbónico.

O dióxido de carbono é essencial à vida no planeta, visto que é um dos compostos essenciais à realização da fotossíntese - processo pelo qual os organismos fotossintetizantes transformam a energia solar em energia química. Esta energia química, por sua vez, é distribuída a todos os seres vivos por meio da cadeia alimentar. Este processo é uma das fases do ciclo do carbono e é vital à manutenção dos seres vivos.

O carbono é um elemento básico na composição dos organismos, indispensável à vida no planeta. Este elemento é armazenado na atmosfera, nos oceanos, solos e rochas sedimentares e está presente nos combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral e gás natural). Contudo, o carbono não fica fixo em nenhum desses meios. Existe uma série de interacções por meio das quais ocorre a transferência de carbono de um meio para outro (fluxos). Muitos organismos dos ecossistemas terrestres e dos oceanos, como as plantas, absorvem o carbono encontrado na atmosfera na forma de dióxido de carbono (CO2). Esta absorção dá-se através do processo de fotossíntese. Por outro lado, os vários organismos, tanto plantas como animais, libertam dióxido de carbono para a atmosfera durante o processo de respiração. Existem ainda trocas de dióxido de carbono entre os oceanos e a atmosfera por meio da difusão.

A libertação de dióxido de carbono devido à queima de combustíveis fósseis e as alterações no uso da terra (deflorestações e queimadas, principalmente) impostas pelo homem constituem importantes alterações nas quantidades naturais de carbono e têm um papel fundamental na mudança do clima do planeta. Isto porque - depois do vapor de água - o CO2 é o gás do efeito estufa que mais contribui para o aquecimento global.

O excesso de dióxido de carbono que actualmente é lançado na atmosfera resulta da queima de combustíveis fósseis principalmente pelos sectores industrial e de transportes. Além disso, os reservatórios naturais de carbono e os seus consumidores (ecossistemas com a capacidade de absorver CO2) também estão a ser afectados por acções humanas. No caso das florestas, uma reserva natural de carbono, a desflorestação e as queimadas estão a contribuir para o aumento do efeito de estufa, uma vez que libertam principalmente CO2 para a atmosfera. A desflorestação e o uso da terra contribui com aproximadamente 1 (MACKENZIE,1995) a 2 mil milhões de toneladas por ano (HOUGTON et al.1987). Devido ao solo possuir um armazenamento duas a três vezes maior que a atmosfera, as mudanças no solo podem ser uma importante fonte de carbono para a atmosfera (WOODWEL,1989,DAVIDSON e TRUMBORE, 1995).

Nas últimas décadas, devido ao enorme aumento de combustíveis fósseis queimados, a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera tem aumentado muito, contribuindo para o aquecimento do planeta.

A concentração de CO2 na atmosfera começou a aumentar no final do século XVIII, quando ocorreu a revolução industrial, que começou a exigir a utilização de grandes quantidades de carvão mineral e petróleo como fonte de energia. Desde então, a concentração de CO2 passou de 280 ppm (partes por milhão) no ano de 1750, para os 368 ppm actuais, representando um incremento de aproximadamente 30%.

Este acréscimo na concentração de CO2 implica o aumento da capacidade da atmosfera em reter calor e, consequentemente, da temperatura do planeta. As emissões de CO2 continuam a crescer e, provavelmente, a concentração deste gás poder alcançar 550 ppm por volta do ano 2100.

Índice

[editar] Aplicações

  • O CO2 é utilizado em bebidas (bebidas carbonatadas), para provocar a efervescência.
  • É utilizado na composição dos extintores, de modo a que, ao ser usados durante os incêndios, isolem o oxigénio, separando-o do combustível.
  • É utilizado em botijas para a prática de Paintball.


[editar] Riscos

  • Ingerido em excesso pode causar irritações, náuseas, vómitos e hemorragias no trato digestivo. Inalado produz asfixia grave.
  • o gelo seco em contacto com a pele pode causar queimaduras.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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