Conselho de Segurança das Nações Unidas

Fonte: SAPO Saber, a enciclopédia portuguesa livre.

Cuidado: Este artigo ou secção não cita as suas fontes ou referências, em desacordo com a política de verificabilidade.
Ajude a melhorar este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes no corpo do texto ou em notas de rodapé.
  Conselho de Segurança das Nações Unidas
United Nations Security Council
مجلس الأمن الأمم المتحدة
联合国安全理事会
Conseil de sécurité des Nations unies
Совет Безопасности Организации Объединённых Наций
Consejo de Seguridad de Naciones Unidas
 

Sala do Conselho de Segurança da ONU em Nova Iorque

Membros permanentes (azul) e temporários (verde) do atual Conselho de Segurança (2008).
Tipo Órgão principal
Acrônimo UNSC
Comando Presidência do Conselho de Segurança (rotativo)
Status ativo
Fundação 1946
Website www.un.org/Docs/sc
Commons Commons:Category:United Nations Security Council United Nations Security Council
Organização das Nações Unidas

O Conselho de Segurança das Nações Unidas é um órgão das Nações Unidas com responsabilidades sobre a segurança mundial. O órgão tem o poder de autorizar uma intervenção militar em algum país. Todos os conflitos e crises políticas do mundo são tratados pelo conselho, para que haja intervenções militares ou missões de paz.

O Conselho de Segurança é composto por 15 membros, sendo 5 membros permanentes: os Estados Unidos, a França, o Reino Unido, a Rússia e a República Popular da China, sendo que cada um destes membros tem direito de veto. Os outros 10 membros são rotativos e têm mandatos de 2 anos.

Uma resolução do Conselho de Segurança é aprovada se tiver maioria de 9 dos quinze membros, inclusive os cinco membros permanentes. Um voto negativo de um membro permanente configura um veto à resolução. A abstenção de um membro permanente não configura veto.

Índice

[editar] Membros

[editar] Membros permanentes

O Conselho tem cinco membros permanentes:

[editar] Atuais Membros eleitos

Dez outros elementos são eleitos pela Assembleia Geral das Nações Unidas por mandatos de 2 anos que começam a 1 de Janeiro, em que cinco são substituídos a cada ano. Os membros são escolhidos por grupos regionais e são confirmados pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Os grupos da África, das Américas, da Ásia e da Europa Ocidental escolhem dois membros cada; o grupo do Leste Europeu escolhe um membro. A última posição é alternadamente, cada dois anos, da Ásia ou da África. Atualmente é da Ásia.

Presentemente (2008) os membros eleitos são:

  1. (2007–2008) - África do Sul (África)
  2. (2007–2008) - Bélgica (Europa Ocidental)
  3. (2008–2009) - Croácia (Leste Europeu)
  4. (2008–2009) - Burkina Faso (África)
  5. (2007–2008) - Indonésia (Ásia)
  6. (2007–2008) - Itália (Europa Ocidental)
  7. (2007–2008) - Panamá (América)
  8. (2008–2009) - Costa Rica (América)
  9. (2008–2009) - Líbia (África)
  10. (2008–2009) - Vietnã (Ásia)

[editar] Uso do Veto

O artigo 27 da Carta das Nações Unidas permite que os membros permanentes possam usar o seu direito de veto podendo assim bloquear as decisões do Conselho de Segurança, mesmo que nas votações o número mínimo de 9 votos favoráveis em 15 possíveis seja atingido. Os casos de veto já aplicados foram distribuídos pela República Popular da China (5), França (18), URSS/Federação Russa (122), Reino Unido (32) e Estados Unidos da América (79). Desde 1984, a distribuição tem sido a seguinte: República Popular da China - 2; França - 3; URSS/Federação Russa - 4; Reino Unido - 10; e Estados Unidos da América - 42.

[editar] Reforma

Ver artigo principal: Nações G4

[[Ficheiro:G4countries.PNG|right|thumb|250px|Países que se apoiam mutuamente para entrar no Conselho como membros permanentes]]

Atualmente a ONU passa por um processo de Reforma, oficialmente iniciado pelo ex-secretário geral Kofi Annan (atualmente o secretário geral da ONU é o sul-coreano Ban Ki-Moon) com In Larger Freedom.

Existem discussões sobre a reformulação do Conselho de Segurança, que apresenta um desequilíbrio em seus membros na nova ordem mundial. O desequilíbrio de forças se deve, principalmente, à ausência do Japão e da Alemanha (respectivamente, segunda e terceira maiores economias do planeta), nações que, por terem sido derrotadas na Segunda Guerra Mundial, ficaram fora do núcleo do Conselho. Alemanha, Brasil, Japão e Índia formaram o G-4 e apresentaram uma proposta para expandir o Conselho para 25 membros, com mais cinco permanentes além dos atuais. Os novos membros permanentes seriam assim divididos:

O G-4 preencheria as quatro primeiras cadeiras, restando uma força africana como Egito, Nigéria ou África do Sul. A França apóia a entrada da Alemanha e do Brasil. Resistências regionais existem contra o G-4: Paquistão contra Índia, Coréia do Sul e China contra Japão, Itália contra Alemanha e Argentina e México contra Brasil. Um veto da China ao projeto de expansão prolongaria o desequilíbrio das forças no Conselho de Segurança. Paquistão, Itália, Coréia do Sul e Argentina formam um grupo conhecido com Coffee Club, por não apoiarem a entrada de seus vizinhos no conselho de Segurança da ONU.

[editar] O Conselho de Segurança e a Indústria Bélica

É interessante notar que os seis países que mais exportaram armas entre 1993 e 1997 são os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, mais a Alemanha.

[editar] Ver também

arz:مجلس الامن

be-x-old:Рада Бясьпекі ААН